Nossa entrevista com a banda Maneva

Maneva se tornou uma das bandas referência do reggae no Brasil e vem fazendo um belo trabalho durante seu percurso.


Iniciando em 2005 a banda vem em uma crescente, o que já rendeu três álbuns, um DVD, um single e um EP de muito reggae.

O primeiro álbum intitulado "Maneva" chegou no coração da galera. Com faixas como “Daquele Jeito” e  “Meu Pai é Rastafar-I”, músicas que iniciaram a ascensão da banda.

A grande aceitação do público veio com a levada e pegada da banda, neste meio tempo surge o segundo álbum intitulado "Tempo de Paz", arrastando uma legião de fãs. Basta escutar os primeiros acordes de "Saudades do Tempo" para afirmar este sucesso. Neste grande momento da banda, veio a chegada do álbum intitulado "Teu Chão", músicas com versos fortes, tocando mais uma vez o coração de muitas pessoas ao longo do território nacional. A faixa "Lembranças", contida no álbum trazendo uma poesia marcante e uma história envolvente traduz esse sentimento.

Com toda a força que a banda vem sustentando, é chegada a hora da gravação do primeiro DVD. Intitulado Maneva 8 Anos (ao  vivo), 2013 foi um ano de mais conquistas e representações em suas vidas, o que também trouxe vida ao single "Nossas vozes".

Já em 2014 finalizaram o trabalho "5inco cabeças".  É daqui que partimos.


Depois de alguns encontros com a galera do Maneva inclusive em um de nossos eventos, revolvemos entrevista-los, oque resultou nessa troca de ideias descontraída.


De cara perguntei quais foram os desejos que a banda realizou nestes anos juntos e com ar de satisfação, Talles me disse que foi a oportunidade de continuar fazendo música, de poder curtir as próprias músicas, de ter alcançado grandes conquistas e conhecer suas influências musicais pessoalmente.  Realmente essa satisfação é um sentimento que fica registrado na alma de qualquer pessoa.


Conversando sobre as influências musicais que tínhamos, a galera afirma que a musica reggae traz a maior energia no processo de criação e composição das músicas, algo muito forte. Na conversa citamos grandes compositores e artistas da atualidade como Groundation, Soja, Damian, entre muitos outros que deixaram e estão criando um legado musical no reggae pelo mundo.


Continuando, pergunto se existe uma fórmula para o sucesso, da qual eles sabiam como fazer. Diego diz que inovar faz parte de um sentido único para ele, citando a grande diversidade de arte e cultura, "observe o quanto as pessoas são diferentes, isso tudo é o que leva ao crescimento refletindo em nós mesmos", completa. A pergunta foi uma brincadeira, pois era sabia que a fórmula é a felicidade, o restante é consequência de um trabalho bem feito.


Apesar de todo sucesso é preciso ter um forte motivo para que a banda possa seguir o caminho, quando perguntei a respeito dessa questão, a galera me disse que desde o primeiro encontro o caminho foi se transformando naturalmente, e com ele o desejo de fazer música.


A ideia continua, e cito a frase daquele som "São só lembranças, suas tranças por entre minhas mãos, a dança, quadris movimento explosão", trazendo o assunto para as composições românticas da banda. Fiquei curioso para saber como é a criação deste tipo de som. Queria saber se existia uma vivência nas letras da parte da banda. Até porque a maioria de nós já vivemos ou estamos vivendo uma paixão estrondosa ou um amor aonde a cumplicidade fortalece os laços. A resposta é um mesclado de vivências, com sentimentos capturados nas observações que a vida traz naturalmente, com aquela leveza, "basta sentir ou procurar".


Por outro lado, a banda possuí canções como "Ouro Negro", trazendo uma visão calcada no sofrimento gerado pelas constantes guerras em nome do poder. Acabei entrando no assunto e descobrindo que a intenção das composições é gerar perguntas, e através das perguntas criar respostas transformadoras. "Por que a conveniência de ataque entre situação e oposição? Por que crise em uma economia que andava tão bem? Por que carreira política? Por que vereadores, deputados e afins recebem salários altos? Sem questionamentos não existem respostas" completa Diego deixando no ar nossa conversa sobre este tema. Contudo ainda me pego pensando naquela frase: Não são as respostas que movem o mundo, e sim as perguntas e concordo com a colocação.



No meio desta conversa, lembrei daquele som que cita "jamais tenha vergonha de falar de amor". Me levando a perguntar de onde vem essa veia sobre vivências no amor? Neste momento o silêncio vai chegando lentamente. Diego diz que não existe uma explicação definida, pois surge de uma forma natural, através de um processo que simplesmente acontece. Completei o raciocínio com aquela frase clichê "O coração tem razões que a própria razão desconhece". Logo na sequência a galera me explica sobre a identificação que a banda tem com a música reggae e sua mensagem, dizendo que desde o início a ideia era fazer reggae com influências de tudo o que realmente tocasse o coração e o sentimento de cada integrante, desde os timbres, mesclando também com outras vertentes. Neste processo natural criou-se a representação que a banda possui hoje em dia. Achei interessante essa liberdade. Realmente a música reggae deve partir de algo verdadeiro.


Aproveitando compartilhei um pensamento, citando o crescimento que a banda teve nestes últimos anos e Diego diz: "Crescemos ouvindo os Paralamas dizendo que sempre fizeram músicas que os agradasse, que pudessem apreciar e ouvir. Tomamos isso como uma verdade muito forte. Realmente curtimos nossas canções e ficamos felizes que bastante gente tenha o gosto parecido com o nosso".


Mudando um pouco de assunto, perguntei quais são as influências literárias da banda,  se elas influenciam diretamente no processo de criação das composições. O que rolou foi uma conversa agradável, sobre autores de nossa literatura e de literaturas estrangeiras, culminando em uma resolução orgânica, aonde Talles completa falando da imensidão de grandes escritores da América Latina, frisando que sem dúvida influenciam no processo de composição, e acredita que seja até de forma inconsciente.



Conversando sobre nossa estrutura educacional produtora de uma cultura rica, e ao mesmo tempo uma cultura que traz o surgimento de canções superficiais e sexistas, que por sua vez se estabelece nas grandes mídias, devido ao alto apelo popular, pergunto o que precisaria para o cenário do reggae atingir o coração da grande maioria e em contra partida ter uma atenção maior a grande mídia. O silêncio mais uma vez nos contempla, trazendo seriedade. A resposta retrata o cotidiano, quando me disse que o cenário reggae possui bandas repletas de verdade e grandes canções, citando que seria uma questão de tempo para que conquistasse uma aceitação ainda maior, afirma Diego. "Afinal a música que fazemos é para agregar, unindo as pessoas e não para segrega-las. Com o tempo a educação de qualidade vai chegando e vamos nos ajudando para que tudo flua. Enquanto isso vamos buscando o melhor de nós mesmos", completa.


Pra fechar, chego no ponto que uma legião de fãs gostariam de saber, perguntando se sairá uma novidade ainda para este ano.

"Ainda este ano teremos o lançamento do novo trabalho #somosmaneva, visando homenagear todas as pessoas que curtem, compartilham e disseminam nossa música", responde Diego.


Maneva deixa um recado para você que leu o resumo dessa troca de ideias.

"Questione, ame e coloque tudo de você em tudo que faz.

Pratique o bem e ajude o próximo, consequentemente será feliz"


Agradecemos a galera do Maneva pela troca de ideias produtivas que tivemos e seguimos.

Deixe seu comentário e interaja com a galera. Boas vibrações.


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Maneva em ação no ZION REGGAE FESTIVAL 1ª Edição





Rhafa Man

Gosto daquilo que desafia, que faz vibrar, daquilo que me tira de qualquer tipo de zona de conformo, do tudo, do nada. Meu templo comporta minhas regras. Prefiro mudar do que estagnar, as vezes prefiro fluir como a gua ao me enraizar na terra. Sou rei, plebeu, criana ancio. Quero o tudo, as vezes apenas uma orao.


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